Artigo do Projeto:
Obtenção de Etanol a partir
da laranja
Autores
André Vieira Cabussú (UNIFACS, andrecabussu@hotmail.com), Bruna Borges
Simões (UNIFACS, brunaa.borges@hotmail.com), Jéssica Cerqueira de Almeida (UNIFACS,
jessica-cerqueira@hotmail.com), Priscila de Almeida Castro Berhens (UNIFACS,
priii._@hotmail.com), Raísa Chagas de Araújo da Silva (UNIFACS, raisachagas@yahoo.com.br), Raissa Souza Rosa Silva (UNIFACS,
rayssa_200@hotmail.com)
Orientador: Márcio Costa (UNIFACS, marcio.costa@hotmail.com
Palavras
Chave: Etanol, laranja,
sustentabilidade, energia.
O
presente artigo foi elaborado baseando-se nos resultados experimentais obtidos
através da produção de etanol a partir da laranja. Nesse trabalho, iremos
perceber a importância da busca de novos métodos para a obtenção de álcool,
observando as vantagens e desvantagens destes métodos. É de extrema importância
a obtenção do álcool etílico a partir de frutas, pois se torna uma alternativa
para a produção de combustíveis e energia renovável. Portanto, o principal objetivo do projeto é
obter etanol a partir da fermentação da biomassa residual da laranja, buscando
entender a síntese do etanol a partir dos resíduos da mesma.
A obtenção do etanol a partir de frutas pode
representar um tema de alta relevância para a Engenharia Química, devido à
grande preocupação ambiental e a intensa busca por fontes alternativas de
energia renováveis.
Utilizamos à laranja, pois esta possui uma quantidade
de glicerídeo capaz de se transformar em álcool, tendo um rendimento aceitável.
Além disso, o seu consumo gera uma grande quantidade de resíduo (a casca da
laranja) que não são utilizados no consumo alimentício, assim podendo ser
reutilizadas para produção de etanol.
A biomassa da
laranja se destaca pela alta densidade energética e pelas facilidades de
armazenamento e transporte. Implicando num interesse das indústrias na
utilização destas fontes de energia, além das semelhanças dos motores e
sistemas de produção e energia com utilização de biomassa e os que utilizam
energias fósseis.
A utilização deste recurso para substituirmos os
combustíveis fósseis traz algumas vantagens como: a diminuição da poluição
atmosférica localizada e global, uma maior estabilidade do ciclo do carbono e
uma crescente oferta de emprego.
A obtenção de outras fontes de energia é um desafio. A
partir daí, buscamos através deste projeto propor uma simulação da obtenção do
etanol através da laranja.
Portanto, para a realização desse projeto, há aspectos
ligados diretamente a preservação ambiental. Enfatizando a reutilização dos
resíduos da laranja, isto pode provocar uma fonte energética bastante
importante: o etanol.
Primeiramente,
o bagaço da laranja foi triturado em certa quantidade de água. Em um béquer de
500 ml, misturou-se 13,5 g dessa trituração com 1,3 g de fermento biológico.
Esta mistura foi colocada em uma garrafa plástica. Foi então preparada uma
solução com um pouco de água destilada, 5 g de óxido de cálcio e 50 mL de
querosene em um kitassato. Este, que estava parcialmente vedado, foi ligado à
garrafa, também parcialmente vedada, através de uma mangueira de látex. Por
fim, o sistema ficou em descanso por sete dias para ocorrer a fermentação.
No decorrer dos dias, o sistema foi acompanhado e foi
possível perceber a formação do etanol, pois na solução preparada no kitassato,
notou-se a formação de um precipitado procedente da reação desta com o gás
carbônico liberado na fermentação.
Após os sete dias, foi feita uma destilação simples na mistura de suco
de laranja com o fermento biológico. Em seguida, do produto obtido foi coletada
uma amostra de 2 mL para verificar a existência do etanol, através do teste de
Jones. Para realizar esse teste, esses 2 mL foram misturados com 2 mL de
sulfocrômica em um tubo de ensaio. Visando comparar o resultado com água
destilada e etanol puro, em um tubo 1 foram colocados 2 mL de sulfocrômica e 2
mL de água destilada. No tubo 2, 2 mL de sulfocrômica e 2 mL de etanol foram
misturados.
Figura X. Materiais e
resultados do experimento.
Com o sistema da garrafa de plástico acoplada ao
kitassato montado, o líquido contido no kitassato subiu devido ao aumento de
pressão no sistema. Com isso foi preciso retirar a rolha diariamente para
controlar a pressão, prevenindo que o líquido passasse de um recipiente para o
outro (refluxo). A fermentação ocorreu nesse sistema durante sete dias.
C6H12O6 → 2C2H5OH+ 2CO2 + 2ATP
Etanol
A fermentação dos açúcares contidos na biomassa da
laranja libera gás carbônico. Para capturar o mesmo, a mistura de óxido de
cálcio e água foi preparada. Essa mistura dissolve o gás carbônico, formando
carbonato de cálcio através da reação:
CaO(s) +H2O → Ca(OH)2(s)
Ca(OH)2(s)
+ CO2(g) → CaCO3(s) + H2O
O produto fermentado foi destilado ocorrendo liberação
de álcool a 94ºC. A temperatura de ebulição do álcool etílico é 78,4°C o que
comprova que não existia álcool puro. O álcool obtido continha certa quantidade
de água que fez aumentar o ponto de ebulição. Fazendo uma proporção temos que:
94º C – 76º C = 18º C
Se para 76º C a concentração de etanol misturado em
água equivale a 96ºGL, para 18ºC a mais no tempo de ebulição acarretará numa
perda de concentração de:
76º C
---- 96ºGL
18º C ---- x
X= 22,73º
GL
Logo o produto obtido em laboratório possui uma
concentração aproximada de:
96ºGL – 22,73ºGL = 73,27º GL
A verificação de álcool foi feita através do teste de
Jones, baseado na oxidação de alcoóis primários e secundário pelo ácido crômico
a ácidos carboxílicos e cetonas, respectivamente.
Para comparar e comprovar a existência de álcool, o
teste de Jones foi realizado com água destilada, álcool e o produto obtido após
a destilação. No tubo com etanol puro observou-se uma coloração azul escuro, com
formação de um precipitado. No tudo com água destilada a coloração foi
alaranjada. E no tubo com o produto destilado no laboratório a coloração
observada foi um tom laranja azulada. Esse resultado faz comprovar que o que
obtemos em laboratório é uma mistura de álcool e água, pois a coloração foi uma
mistura da coloração dessas substâncias quando analisadas separadamente.
O emprego do etanol como uma fonte alternativa de
combustível é de fundamental importância devido a uma menor degradação do meio
ambiente causada pelo mesmo. Ou seja, é necessária uma otimização nos meios de
produção deste álcool.
Normalmente, a obtenção do etanol está baseada na
matéria-prima da cana-de-açúcar. Porém, através de pesquisas observamos que
existem outras matérias-primas, como a laranja, a banana e o milho. O motivo
pelo o qual utilizamos a laranja foi por esta ser uma matéria prima de fácil
acesso e barata, ou seja, possui vantagens quando relacionada para a
cana-de-açúcar.
Inicialmente, estimávamos que a obtenção desse
combustível com a laranja era semelhante à obtenção com a cana-de-açúcar.
Descobrimos com este projeto que com a cana, após a fermentação, o produto
obtido recebe o nome de vinho fermentado, e é resfriado, pois há a necessidade
de manter uma temperatura baixa e em seguida é que ocorrerá a destilação.
Utilizando a laranja, não há resfriamento, reduzindo o tempo do processo.
Como já foi citado, utilizar a laranja para obter o biocombustível
etanol é um procedimento com diversas vantagens. Pesquisas indicam que para
abastecer pelo menos 5% do mercado mundial com o álcool combustível, no Brasil,
a produção deste deve aumentar em seis vezes. O dobro desta quantidade seria
preciso para substituir, mais ou menos, 10% do consumo mundial de gasolina e estima-se
que o Brasil pode alcançar esse potencial até o ano de 2025. A Lei n°
11.097/05, aprovada pelo Congresso Nacional em 13 de janeiro de 2005, introduz
o biodiesel na matriz energética. O biocombustível como uma nova fonte de
energia alternativa.
A energia obtida pela laranja é de grande importância, pois usa parte da
eletricidade obtida nas ligações presentes do composto, utilizado pra facilitar
a utilização da energia renovável e sustentável.
A biomassa tem sido muito
utilizada como nova fonte de energia na atualidade, muito utilizada como
energia térmica, mas de forma muito importante como geradora de energia
elétrica.
Agradecemos ao coordenador do Projeto
Acadêmico e professor Selmo Almeida pela paciência e disposição para esclarecer
nossas dúvidas, o que elevou o rendimento do trabalho. Também ao professor
Marcio Costa, por nos orientar e esclarecer algumas questões relacionadas ao
experimento. Agradecemos à instituição UNIFACS por permitir o nosso crescimento
frente ao estudo e pesquisa cientifica.
http://www.autonewsbr.hpg.ig.com.br/alcoolxgasolina.ht>
Arquivo capturado no dia 20
de abril de 2011 às 15:15.
<www.exatoexatinho.com.br/fotos/Glicolise.ppt>
Arquivo capturado no dia 28 de abril de 2011 às 17:00.
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-etanol/etanol-2.php>
Arquivo capturado no dia 04 de maio de 2011 às 14:30.
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/alcoolismo/fermentacao-alcoolica.php>
Arquivo capturado no dia 04 de maio de 2011 às 14:50.
<http://pt.shvoong.com/exact-sciences/biology/1737760-fermenta%C3%A7%C3%A3o-alco%C3%B3lica/>
Arquivo capturado no dia 06 de maio de 2011 às 10:50.
<http://www.copersucar.com.br/institucional/por/academia/alcool.asp>
Arquivo capturado no dia 06 de maio de 2011 às 13:30.
<http://www.cienciaviva.pt/estagios/jovens/ocjf2006/isel/Destilacao.pdf>
Arquivo capturado no dia 25 de abril de 2011 às 14:00.
<http://www.abanorte.com.br/noticias/cutrale-deve-produzir-etanol-de-laranja-na-florida/?searchterm=etanol>
Arquivo capturado no dia 13 de maio de 2011 às 19:00.
<http://biocombustiveis-brasil.blogspot.com/2008/05/etanol-de-laranja.html>
Arquivo capturado no dia 13 de maio de 2011 às 19:45.
http://www.solostocks.com.br/venda-produtos/alimentos-bebidas/aditivos-aromas-corantes-alimenticios/fermento-em-po-itaiquara-2kg-79705
Arquivo capturado no dia 13 de maio de 2011 às 20:00 Chavanne, G.; BE 422,877, 1937 (CA 1938, 32, 4313).